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Este artigo faz parte da 3ª Edição do Concurso Publicação Solidária realizado pela FUNIBER, e lhe convida a potencializar o seu espírito solidário respondendo as perguntas abaixo:

 

  • De que se alimenta um coração, já que “Nem só de pão vive o homem?”
  • O que lhe vem à cabeça quando você pensa em caridade, solidariedade, fraternidade e amor universal?
  • O que estas palavras significam para você?

 

Há 16 anos estas perguntas sensibilizaram o lançamento do Projeto “Nem só de pão vive o homem” que nasceu da necessidade de um choque de gestão e comportamental em alunos que demonstravam desinteresse durante as aulas.  Integrado ao Projeto Pedagógico da escola,  foi cocriado em parceria com alunos que já estavam com a imagem desgastada perante o Corpo Docente e Discente.

 

Neste artigo você terá a oportunidade de conhecer a reflexão de alunos que ousaram vivenciar, compreender e participar, agindo ativamente para compreensão e o entendimento de suas habilidades e competências, e no que deveriam fazer para sair do estado atual para o estado desejado por meio de projetos e ações pedagógicas contextualizadas. O caminho inicial sempre foi diálogo e a reflexão. Nas entrelinhas dos depoimentos apresentados percebe-se a relação horizontal de confiança objetivando a vivência consciente de uma Cultura de Paz, por meio de atividades de responsabilidade social, assumindo no cotidiano escolar os valores humanos, incentivando outros grupos a fazerem o mesmo.

 

Após a sensibilização da comunidade escolar, consulta e coleta e obtenção e nomes de pessoas e/ou grupos interessados no projeto, organização de grupos de trabalho, visita a instituição escolhida com elaboração de registros, levantamento das necessidades da instituição e dos moradores, organização e gerenciamento de pequenas campanhas internas visando a doação em atenção as necessidades levantadas, organização do calendário de visitas em parceria com professores das turmas envolvidas, conversas para descobertas dos talentos individuais e/ou coletivos dos alunos, levantamento das ações que poderiam ser realizadas durante quatro horas de visita;  divulgação ações que seriam realizadas, realização das visitas, registros lições aprendidas, recolhimento dos registros das lições aprendidas e correção pelos professores de Língua Portuguesa, digitação dos textos pelos alunos de outra turma que também demonstravam necessidade de motivação para as aulas, sensibilização de outros alunos e turmas, registros das lições apreendidas através das respostas as perguntas abaixo:

 

O que você aprendeu para criar um futuro de paz? Você sente que é importante no mundo em que vive? Por quê? Você acha que pode contribuir apesar da sua idade? De que forma? Na sua vida pessoal como pode ajudar o mundo a viver em paz? Quais são seus compromissos para o futuro? De que se alimenta o coração, já que nem só de pão vive o homem?

 

“Não importa quantos anos nós temos. O que importa é que somos capazes de dar carinho para quem precisa, afinal para contribuir com uma boa ação não precisa ser adulto. Essas pessoas podem precisar de ajuda, mas elas têm muitas experiências para nos mostrar. Temos muito que aprender com elas.” (A.P.T)

 

“Deu para refletir sobre as coisas da vida, que às vezes você pensa que é bom, que é maneiro, mas não é. São coisas que vão nos prejudicar no futuro. Ouvimos o depoimento sobre bebidas, uma das coisas que estou tentando vencer. Foi uma grande emoção ouvir palavras tão reais de um homem que eu nunca vi. Ele também ficou emocionado com nossa atenção ao seu depoimento. Sua vida foi um grande exemplo para que nós não comecemos a beber tão cedo. Vi grandes pessoas, exemplos de alegria e de vida. Ganhei com isso um pouco mais de maturidade sobre a vida. Aprendi o significado da vida.” (A.R.S.)

 

“Essa experiência me mostrou que a realidade do Brasil está bem próxima, e que eu posso fazer um pouco para ajudar.” (J.V.V)

 

“Na outra semana, eu e algumas amigas voltamos lá. Agora fazemos isso toda semana, porque além de ser importante para eles, é muito importante para mim.” (C.C.M)

 

“Eu vivia apenas pensando nas pequenas coisas que aconteciam comigo e o que me fazia mal. Sou outro, não só por conhecer uma nova realidade, mas também por perceber a força de vontade de um grupo para ajudar a quem precisa. Isso motiva qualquer pessoa. Vi e acreditei!” (R.C.M)

 

“Este projeto serviu como uma lição de vida, pois lá pude perceber o quanto a vida vale a pena ser vivida. Em todos os instantes, minutos, enfim em cada momento, bom ou ruim, lembrando-se de que momentos ruins não devem ser totalmente deletados, mas armazenados, pois momentos ruins nos favorecem crescimento em maturidade. Nem só de pão vive o homem, mas se de Amor, Paz, Perseverança e muita, mas muita Boa Vontade. Com toda essa experiência de vida que pude passar, observei mais uma vez o quanto os detalhes fazem a diferença. A diferença não deixa detalhes serem resumidos apenas em detalhes. E eu, com minha participação, fiz a diferença e deixei de ser apenas um mero detalhe.” (C. S. M.)

 

“Creio que os alunos do Ensino Médio saíram transformados, sendo mais solidários, e principalmente oferecendo atenção aos que se sentem solitários.” (F.F.F)

 

O Abrigo Luz de Escol é uma associação beneficente sem fins lucrativos, inspirada na caridade e no amor ao próximo. Sua sede própria está situada na Rua Antônio Vieira, nº 472, Bairro da Luz, Nova Iguaçu/RJ.

 

Atualmente abriga idosos em regime de moradia permanente, enfermos com doenças crônicas, deficientes físicos e dependentes químicos, todos em situação vulnerabilidade social, a quem dedicam cuidados diários com cinco refeições, higienização, cuidados médicos odontológicos, fisioterápicos, psicológicos, de enfermagem, de cuidadores e de assistência social. Todos necessitam de medicamentos de uso continuado, e a grande maioria utiliza fraldas geriátricas descartáveis. Atende atualmente a 63 abrigados.

 

“Então, vamos descruzar os braços e agir, antes que seja tarde demais!? Vamos marcar nossa geração, vamos mostrar que podemos e que acima de tudo temos corações. Só depende de nós!” (M.M)

 

Graça Santos

 

3ª Edição do Concurso Publicação (www.estudarnafuniber.com)

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