EA Geração Baby Boomer


No Ocidente, após a Segunda Guerra Mundial, por interesses da Antropologia e da Sociologia, estudiosos denominaram de Baby Boomers, a primeira e expressiva geração social do sistema capitalista que se formou após os intensos conflitos multicontinentais de Forças Armadas que perturbaram o cotidiano das pessoas.

Pertencente ao mundo capitalista, essa geração foi atingida pelos projetos políticos e econômicos, tanto liberais, quanto assistencialistas, e pela nova cultura conceituada de American Dream – conjunto complexo de valores sociais de acordo com o padrão capitalista industrial e pós-industrial de se viver. Diante desse modo de pensar, nos EUA, Japão, Canadá, França, Itália, Alemanha e Inglaterra, vigoraram modelos sociais do capitalismo Pós-Industrial, ou seja, com bases na tecnologia da informação. Já, nos países que estariam em desenvolvimento, ou na dependência de nações desenvolvidas, exemplos como o Brasil e demais países latino-americanos, praticaram a consolidação do capitalismo Industrial.



A Geração X

O contexto histórico do capitalismo ocidental estadunidense após o ano de 1964 foi caracterizado por duas interessante situações: a primeira foi a queda de número de recém-nascidos e a segunda, a eleição do democrata Lyndon Johnson, quando se fixou como um político tranquilo e que surpreendeu quando recebeu com 65 % dos votos para presidência da república. A partir dessas duas situações, o nascimento da Geração X, que existiu até o ano de 1979 e que foi marcada por um período de desconfianças em relação ao que seria o mundo ocidental frente à Guerra Fria que se desenhava na mente dos ocidentais

A geração X é composta por indivíduos nascidos entre 1964 e 1979. Agora, com um país visivelmente composto por jovens, era necessário gerir o processo contínuo de forças que o Movimento Feminista conquistou associado à consolidação dos Direitos Sociais dos negros. Assim, neste meio-tempo, a importância e as intervenções – em todos os sentidos – dos EUA em terras e espaços internacionais cresceram aos extremos, gerando um posicionamento hostil em relação aos padrões estadunidenses de ser. Na verdade, seriam hostilidades antiestadunidense e não antiamericano, uma vez que dependendo do entendimento ou compreensão, isso possa significar hostilidades em relação à América.

Hoje, ao certo, não se tem consciência se o conceito Geração “X” está ligado ao termo britânico “X rated”, que nos remete à manifestações sociais com valores estimados e ideológicos ou também, como apreciadores, simpatizantes e consumidores de produtos pornográficos.

A Geração Y

Esta geração é composta por indivíduos nascidos entre os anos de 1980 e 2000. Por ser uma geração visivelmente nova, por enquanto, não possui uma temática definida, a não ser pela ideia de que nasceram no mundo profetizado por McLuhan – um mundo conectado por computadores pessoais e pertencentes à “aldeia global”.

Diante desse pensamento, com a expansão dos processos de comunicação, a relação informação-conhecimento foi transformada em necessária e, sistematicamente, o homem em vez de usar a força física para produzir, passou a usar a força intelectual. Dessa forma, a criatividade como habilidade de nobre importância, passou a substituir a muscular; as manifestações intelectuais foram melhoradas, ao tempo em que, para se produzir acionaram-se os processamentos de dados e a inteligência artificial dos computadores, e a produção ocorrendo em variados locais.

Em verdade, essa geração com fácil acesso aos meios de informação, nasceu após 1985 e sua conceituação é da revista norte-americana de propaganda Advertising Age, já que foi ela que elencou os costumes consumistas dos adolescentes dos anos 90. Por serem filhos de Geração X, sem dúvida alguma, essa geração foi conceituada de Y mas, seus membros aceitam serem chamados de Generation Quick Info e possuem um perfil que além de se encaixar perfeitamente às novas realidades de empregos, não há como concorrer com ela. Acima de qualquer discussão, é bem instruída, tem forte intimidade com línguas estrangeiras, é bastante tecnológica e com natural tendência à Gestão de Pessoas e de Marketing – o MSN, o Orkut, o Facebook e o Twitter que nos digam!

Admiravelmente, esse grupo nasceu com habilidades para conciliar diversas tarefas ao mesmo tempo. De maneira positiva ou negativa, são muito informais para com seus chefes, amigos, pais e parentes e ultraimediatistas na busca de informações ou resultados, para depois buscarem o processo que levou ao resultado. Porém, sempre estão na “cola” de novas tecnologias

Em termos de acesso à informação, assim como seus pais e avós, essa geração também têm acessos diários. Porém, com possibilidades ilimitadas em questão do tempo de contato e de conexão aos meios de comunicação (revistas, rádios, cinemas, televisão, DVDs e internet) to seek information and knowledge about music, fashion and sex... No final dos anos 90, viram suas vidas transformadas em arte, no filme Matrix. Disso, sem dúvida, é uma geração de jovens e de adolescentes que, donos de uma criatividade imbatível e que com eles, diariamente, vamos aprendendo e reaprendendo novos valores que os bommers e os X não criaram ou não conheceram.

Contudo, estudar um mundo de pessoas que nasceram por uma mesma época e que, num espaço de tempo de aproximadamente 21 anos se consolidou pelos seus valores e comportamentos sociais, sendo radicais para a época e audaciosos e criativos para os descendentes, faz da Antropologia e da Sociologia, disciplinas que serviram de instrumentos para análise das impressionantes gerações sociais que nos rodeiam. Toda essa análise serve como parâmetro para nos informar como são aqueles que estão dentro de nossos grupos sociais e em torno de nossas individualidades.


Por BETO MANSUR

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